Source Pravda.Ru

Cem jornalistas e trabalhadores de media mortos em 2001

Num sу ano, 2001, foram mortos cem jornalistas e trabalhadores de meios de comunicaзгo social no exercнcio da sua profissгo, em tragйdias e conflitos, revela um relatуrio da Federaзгo Internacional de Jornalistas (FIJ), ontem tornado pъblico, em Bruxelas, sede da organizaзгo. O nъmero de mortes confirmadas - e outras a serem objecto de confirmaзгo - й o mais elevado nos ъltimos seis anos, revela a FIJ que reclama perto de meio milhгo de associados em 106 paнses.O documento da Federaзгo dб conta de casos de mortes de jornalistas e pessoas que trabalhavam com eles em 38 paнses. "Muitas vнtimas morreram em zonas de guerra, outras foram brutalmente assassinadas e outras ainda estavam no momento e no local errado enquanto faziam uma notнcia", sublinha o relatуrio.O secretбrio-geral da FIJ, Aidan White, afirma que este nъmero revela, tragicamente, "o preзo que os jornalistas pagam a favor da liberdade de imprensa e da democracia". "Jб й tempo das empresas de media comeзarem a colaborar em novas ideias para reduzir os riscos que os seus empregados enfrentam. Precisamos mais formaзгo, mais equipamento e seguros para todos, incluindo os jornalistas 'freelance'", avanзa ainda o documento.A maior organizaзгo de jornalistas, fundada nos moldes actuais em 1952, indica que alguns gigantes mediбticos, entre os quais a CNN, a BBC, a Reuters e a Associated Press, demonstraram lideranзa ao definirem um cуdigo de conduta para melhorar a seguranзa dos seus jornalistas. "Mas isto й sу o princнpio", defende White, para quem "todo o sector deve dar uma resposta que proporcione a todos os implicados (...) o acesso а formaзгo para aumentar a consciкncia do risco" e precaver males menores.No ano que ainda corre, os jornalistas viveram "debaixo da sombra do terrorismo e da guerra", defende o comunicado da FIJ. Ao todo, morreram oito jornalistas no Afeganistгo, enquanto que sete empregados de meios de comunicaзгo figuram entre as cerca de 3500 vнtimas que pereceram em Nova Iorque, no fatнdico dia 11 de Setembro.A FIJ destaca ainda os casos dos jornalistas assassinados por criminosos polнticos ou terroristas, entre os quais Martin O'Hagan, um repуrter que fazia um trabalho de investigaзгo para o "Sunday World", de Dublin, abatido a tiro em Setembro, convertendo-se no primeiro jornalista morto por terroristas em 30 anos de violкncia na Irlanda do Norte. Outra vнtima foi o brasileiro Mбrio Coelho, o director do jornal "A verdade" que tinha denunciado a corrupзгo entre polнticos locais no Magй (Rio de Janeiro) tambйm morto a tiro por um assassino a soldo, um dia antes de testemunhar num processo penal por difamaзгo.

Vicente Caldeirгo