Source Pravda.Ru

Festa do PSD estragada por falta de Morais

Um dia antes da festa do primeiro ano do governo de coligação liderado por José Barroso, vem o primeiro escândalo, com o pedido de demissão do ministro das cidades, ambiente e ordenado do território, Isaltino de Morais, que omitiu incluir os conteúdos de três contas em bancos suíços na sua declaração de rendimentos.

Faz um ano desde que a onda laranja varreu Portugal, as políticas do anterior governo (Partido Socialista) sendo suspensas, quer que fossem boas ou não. Substituíram-se as chefias dos departamentos de estado, dos hospitais, das firmas, com amigos e familiares, num acto de nepotismo descarado. Eis o Partido Social Democrata outra vez, o mesmo partido que entre 1991 e 1995 horrorizou o país com escândalo atrás de escândalo.

Isaltino de Morais, ex-Presidente de Câmara de Oeiras, já tinha chegado ao patamar de incompetência como ministro. A sua política era parar todas as acções em todas as direcções sob a sua tutela, substituir os conselhos de administração, e decidir descontinuar as políticas dos anteriores administradores, só porque não eram do PSD, independentemente do seu valor

O resultado foi dramático. Por exemplo, nos aterros sanitários, o trabalho excelente do anterior ministro José Sócrates (PS), que implementou pela primeira vez um sistema moderno e ecologicamente são de tratamento de resíduos sólidos, foi descontinuado. No seu lugar, é implementado o sistema anterior, de aterros a céu aberto...por causa de poupanças risíveis. É a política monetarista, a obsessão com a linha do fundo.

Isaltino de Morais com certeza deveria ter prestado mais atenção à linha de fundo. Na sua declaração ao Tribunal de Contas, omitiu declarar os 400,000 USD em três contas em bancos suíços porque “pertencem a um familiar ali residente”...mas estão no nome Isaltino de Morais, rendendo-lhe, ou ao seu familiar no seu nome, 29,000 USD por ano em juros.

A descoberta que o ministro não tinha feito a declaração no seu relatório entregue ao Tribunal de Contas foi feita pelo semanário português, O Independente. O ministro pediu a demissão imediatamente, o que foi aceite.

Mais uma vez, temos o PSD envolvido em escândalos. Faltam só três anos até a próxima eleição e há muitos portugueses já a contarem os dias até ao final deste governo, discutivelmente o pior na história do país.

Cristina GARCIA PRAVDA.Ru COIMBRA PORTUGAL